Na onda dos desconectados, nos ultramodernos cortes femininos e masculinos, ela entra como ferramenta importante. A máquina de corte também pode substituir a navalha nos acabamentos de corte masculino, como a limpeza da nuca e pescoço, e é muito útil para aparar as costeletas. Mas um bom aparelho, habilidade e conhecimento são fundamentais para um resultado perfeito.
Para o cabeleireiro Mouris, da rede Barber Beauty, de Salvador (BA), a máquina é, praticamente, a continuação de sua mão. “O corte à máquina é mais rápido”, diz. Ele assegura que não se nota qualquer diferença entre o resultado de um corte feito com a tesoura de outro com o aparelho elétrico. O profissional só não recomenda utilizar a máquina em cabelos muito finos, “pois o couro cabeludo fica mais exposto”, argumenta.
Já nos cortes femininos, “elas são ótimas para marcar o pezinho do cabelo”, dá a dica Lazinho, do LZ Beauty, em São Paulo. No mercado, as máquinas de corte se destacam pela quantidade de acessórios, tecnologia antibactericida, lâminas que nunca enferrujam, autolubrificação e a possibilidade de operar em duas voltagens diferentes, característica, aliás, que Lazinho preza muito. Segundo o hairstylist, outra funcionalidade importante é o fio, que deve ser longo o suficiente para facilitar as manobras do profissional.

A coordenadora técnica do Instituto Gama Italy, Vera Lopes, aponta outra vantagem do aparelho, como sua vida útil. Enquanto o fio de uma tesoura profissional tem durabilidade média de oito meses, a da máquina pode chegar a cinco anos. Isso porque a lâmina não precisa ser afiada. Vera garante que, por ter uma área de corte menor, a lâmina dá mais segurança ao profissional. Segundo ela, se o profissional se enganar na abertura da tesoura, ele pode cortar mais cabelo do que pretendia. “Com a máquina, isso não acontece, porque ela proporciona uma visão maior do processo do corte”, explica a técnica.
Dicas Dos experts O cabeleireiro argentino Alberto Gitano Gomez foi um dos primeiros profissionais a usar o aparelho elétrico em cortes femininos. Instrutor de cursos de corte à máquina há quase 17 anos, ele garante que esse equipamento é uma ferramenta importante dentro do salão. Gitano acha que todo cabeleireiro tem a obrigação de saber usar as ferramentas disponíveis para fazer um bom trabalho. “Uma boa máquina de corte é um equipamento ultraveloz. À medida que nos adaptamos a ela, vamos descobrindo cada vez mais novas possibilidades de uso.” Mas, para desenvolver a habilidade no manuseio do instrumento, Gitano é categórico. “O profissional que usar a máquina não pode ter dúvidas. É necessário que ele esteja seguro do que está fazendo.” O hairstylist garante que esta ferramenta vem sendo cada vez mais utilizada para fazer cortes femininos, porque as mulheres de hoje não têm muito tempo disponível para o cuidado pessoal. Portanto, quanto mais rápido, melhor.
Para criar intimidade com o aparelho, um bom começo “é fazer acabamentos como franja, perfilados e texturas em geral”, aconselha o técnico e monitor educacional da Wahl, Ernesto Armênio. A partir daí, é ganhar destreza no dia-a-dia. “A máquina se adequa à capacidade de cada um”, tranquiliza ele. Mesmo quem é fã da tesoura e usuário eventual do instrumento em determinados acabamentos reconhece o valor da máquina em cortes totais. É o caso de Hans, do Hans Coiffeur no Rio de Janeiro. “Esses aparelhos são mais precisos nos cabelos curtos, tanto masculinos quantos femininos”, diz o cabeleireiro.

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