Em novembro de 2011, o Instituto Nacional de Câncer José
Alencar Gomes da Silva (INCA), do Ministério da Saúde, divulgou a publicação
Estimativa 2012 - Incidência de Câncer no Brasil. O estudo, que serve para
orientar as políticas públicas para o setor, aponta uma estimativa de 520 mil
casos novos da doença para o próximo ano.
Em 2012, a estimativa é de que nas mulheres surjam 71.490
novos casos de câncer de pele não melanoma (tumor com baixa letalidade). Em
homens, serão 62.680. Já para o câncer melanoma (raro, porém com alto índice de
mortalidade) estão previstos 3.170 novos casos entre os homens e 3.060 em
mulheres.

Segundo o dermatologista Dr. Alexandre Y. Okubo, a prevenção ainda é a melhor atitude a ser
tomada para prevenir o câncer de pele. Os efeitos nocivos do sol em relação à
pele são cumulativos. Durante a vida toda, cerca de 80% dos efeitos maléficos
do sol são adquiridos na infância e adolescência. “Para garantir uma pele
bonita e saudável as pessoas devem evitar exposição solar exagerada desde os
primeiros anos de vida”, orienta o médico, que é membro efetivo da Sociedade
Brasileira de Dermatologia.
Quando se expuser, dar preferência ao sol mais ameno, antes
das 10 e após as 16 horas. Sempre utilizar filtros solares, mesmo em dias
nublados. Nesses dias cerca de 70-80% dos raios UV atingem a Terra. Mesmo durante
o período adequado é necessária a utilização de outras proteções físicas como
chapéu, guarda-sol e óculos escuros.
O filtro solar protege a pele dos raios UVB e UVA se usado
corretamente. A proteção nunca é 100%, por isso, mesmo utilizando o filtro
solar não se deve abusar da exposição solar. A maior utilidade do filtro solar
é evitar queimaduras solares devido ao UVB. Recentemente, os filtros solares
mais modernos vêm com proteção adicional contra os raios UVA, que também se
mostraram nocivos para a pele.
“Além disso, o protetor solar previne o aparecimento de
manchas (melasma e sardas), proteção a longo prazo para as pessoas suscetíveis
a certos tipos de câncer de pele (carcinomas e melanoma) e retardo do
envelhecimento cutâneo relacionado à exposição crônica ao sol”, salienta o
dermatologista.
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